sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Papel do Serviço Social na Mortalidade Infantil .

O papel do Assistente Social está atrelado ao seu Código de Ética Profissional onde o mesmo proporciona um suporte no que diz respeito às ações práticas profissionais e atua com a intenção desses direitos serem garantidos, vencendo a visão conservadora da sociedade perante as demandas. 

Embora tenham acontecido alguns avanços na legislação, no que diz respeito à saúde, a população ainda sofre muito com o sistema de saúde. 
A precarização das condições de vida da população, consequentes do aumento das contradições sociais do atual momento do capitalismo, influenciam de forma direta às crianças, devido a vulnerabilidade do mesmo. Segundo a agenda de compromisso para a Saúde Integral da Criança elaborada pelo Ministério da Saúde (2004, p.8):

“A promoção da saúde integral da criança e o desenvolvimento das ações de prevenção de agravos e assistência são objetivos que, para além da redução da mortalidade infantil, apontam para o compromisso de se prover qualidade de vida para a criança, ou seja, que esta possa crescer e desenvolver todo o seu potencial”.

Nessa perspectiva, o fazer do Serviço Social na assistência à Saúde da criança tem como objetivo identificar e intervir sobre as situações de vulnerabilidade social, colaborando com uma visão geral da criança, ampliando sua prática aos diversos conhecimentos e intervenções profissionais de respostas aptas às necessidades de saúde da criança. 

Segundo Iamamoto (1992, p. 113)
[...] um dos maiores desafios que o assistente social vive no presente é desenvolver sua capacidade de decifrar a realidade e construir propostas de trabalho criativas e capazes de preservar e efetivar direitos, a partir de demandas emergentes no cotidiano.

Portanto, entende-se que a intervenção do profissional do Serviço Social descreve-se numa ação conjunta entre a atual legislação de saúde e a de proteção às crianças e adolescentes descritas na Declaração Universal dos Direitos Humanos, pois executa sua prática de acordo com a intersetorialidade, articulação e efetivação de direitos e utiliza como base as diretrizes ético-políticas do Serviço Social, as quais favorecem o seu papel principal de compreensão das diversas faces da questão social, e de identificação de técnicas na contraposição de suas variadas demandas.

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