quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Conheça a Rede Amamenta Brasil.

Rede Amamenta Brasil

É uma estratégia de promoção, proteção e apoio à prática do aleitamento materno na Atenção Básica, por meio de revisão e supervisão do processo de trabalho interdisciplinar nas unidades básicas de saúde, apoiada nos princípios da educação permanente em saúde, respeitando a visão de mundo dos profissionais e considerando as especificidades locais e regionais.

Quais os Objetivos da Rede Amamenta Brasil?

Geral: Contribuir para aumentar os índices de aleitamento materno no País.

Específicos:
Contribuir para o desenvolvimento de competências nos profissionais de saúde para que se tornem agentes de mudança no ensino e aprendizagem do aleitamento materno e para uma prática integralizada.

Discutir a prática do aleitamento materno no contexto do processo de trabalho das unidades básicas de saúde.

Pactuar ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno a partir da realidade das unidades básicas de saúde.

Monitorar os índices de aleitamento materno das populações atendidas pelas unidades básicas de saúde certificadas.


Fonte:http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_crianca_materiais_infomativos.pdf

Saúde da Criança - Linha de Cuidado.

As linhas de cuidado prioritárias da Área Técnica de Saúde da Criança e Aleitamento Materno vêm ao encontro dos compromissos do Brasil com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, com o Pacto de Redução da Mortalidade Materna e Neonatal, com o Pacto pela Saúde e com o Programa Mais Saúde.


Incentivo e Qualificação do Acompanhamento do Crescimento e Desenvolvimento 
Atenção à Saúde do Recém-Nascido Promoção, Proteção e Apoio ao Aleitamento Materno O acompanhamento do crescimento e desenvolvimento faz parte da avaliação integral à saúde da criança, propiciando o desenvolvimento de ações de promoção da saúde, de hábitos de vida saudáveis, vacinação, prevenção de problemas e agravos à saúde e cuidados em tempo oportuno. A Caderneta de Saúde da Criança-Passaporte da Cidadania a todas as crianças nascidas no território nacional é um importante instrumento de registro e orientações que auxilia nesse acompanhamento. Seu uso adequado é importante para estreitar e manter o vínculo da criança e da família com os serviços de saúde.

Atenção à Saúde do Recém-Nascido
Um dos maiores desafios do Brasil para atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio é a sua alta taxa de mortalidade perinatal, em particular nas regiões mais pobres. A organização da rede integral de assistência à mulher, à gestante e ao recém-nascido é premissa básica para a promoção da saúde e a redução dos agravos e mortes precoces e evitáveis de mulheres e crianças. 
Iniciativas no âmbito nacional que apoiam a organização da rede de assistência ao recém-nascido: 
Rede Norte-Nordeste de Saúde Perinatal; 
Atenção Humanizada ao Recém-Nascido de Baixo Peso-Método Canguru;
Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano;
Capacitação dos profissionais de saúde na atenção ao recém-nascido.


Promoção, Proteção e Apoio ao Aleitamento Materno.
O aleitamento materno é a estratégia isolada que mais previne mortes infantis, além de promover a saúde física, mental e psíquica da criança e da mulher que amamenta. Recomenda-se o aleitamento materno por dois anos ou mais, sendo exclusivo nos primeiros seis meses. 
Os esforços de diversos organismos nacionais e internacionais favoreceram o aumento desta prática ao longo dos últimos vinte e cinco anos. Apesar disso, as taxas de aleitamento materno no Brasil, em especial as de amamentação exclusiva, estão aquém do recomendado.
 A Política Nacional de Promoção, Proteção e Apoio ao Aleitamento Materno contempla as seguintes estratégias:
Rede Amamenta Brasil;
Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano;
Iniciativa Hospital Amigo da Criança;
Proteção legal ao aleitamento materno e mobilização social;
Monitoramento dos indicadores de aleitamento materno.

Prevenção de Violências e Promoção da Cultura de Paz.
Os acidentes e as agressões na faixa etária de zero a nove anos ocupam a quinta causa de mortalidade na infância, configurando-se em relevante problema de saúde pública. É prioritária a prevenção de violências à criança por meio da formulação de diretrizes e parâmetros de atenção à saúde, prevenção e cuidados de crianças em situação de risco, e a disponibilização de metodologias voltadas ao acolhimento e à proteção de crianças, articulando essas ações com a rede Inter setorial.
Vigilância à Mortalidade Infantil e Fetal.
É uma importante estratégia para a redução da mortalidade infantil e fetal, que possibilita a adoção de medidas para a prevenção de óbitos evitáveis pelos serviços de saúde. Tem sido estimuladas ações de mobilização das equipes de saúde para a identificação do óbito infantil e fetal, qualificação das informações, investigação e análise de evitabilidade dos óbitos e identificação das medidas necessárias para a prevenção de novas ocorrências. Recomenda-se a criação de Comitês Estaduais e Municipais de Prevenção do Óbito Infantil e Fetal como uma importante estratégia de melhoria na organização da assistência de saúde para a redução das mortes prevê níveis, bem como a melhoria dos registros sobre a mortalidade.

Fonte:http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_crianca_materiais_infomativos.pdf

SECRETARIA DE DIREITOS HUMANOS É A RESPONSÁVEL POR DESENVOLVER POLÍTICAS VOLTADAS PARA A SAÚDE DA CRIANÇA E DOS ADOLESCENTES

Olá Pessoal, Boa tarde! 

Vamos falar um pouco sobre as órgãos governamentais responsáveis por criar e desenvolver políticas voltadas para a saúde da Criança e do Adolescente? 


Então, no Brasil foi criada a Secretária de Direitos Humanos que tem como missão) desenvolver políticas públicas voltadas à promoção dos direitos da criança e do adolescente. Tal missão é executada pela Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente (SNPDCA). 



  • Acompanhe nessa área as ações da Secretaria, cujas atribuições incluem, entre outras: 
  • Coordenar as ações e medidas governamentais referentes à criança e ao adolescente; 
  • Coordenar a produção, a sistematização e a difusão das informações relativas à criança e ao adolescente;
  • Coordenar ações de fortalecimento do Sistema de Garantia de Direitos (SGD) de crianças e adolescentes; 
  • Coordenar a política nacional de convivência familiar e comunitária; Coordenar a política do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase); 
  • Coordenar o Programa de Proteção de Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM);
  • Coordenar o enfrentamento ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes;
  • Exercer a secretaria-executiva do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda).

ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE (ECA)

O Estatuto da Criança e do Adolescente estabelecido através da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, originou-se seguindo o predisposto na Constituição Federal de 1988 que afirma que todo ser humano tem direito a vida, a saúde, a educação, a lazer, a alimentação, a moradia, ao transporte, a segurança, a maternidade, à infância e outros.

Desta forma, o ECA, em seus artigos 3º e 4º Art. afirmam que:


Art 3º A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade.


Art. 4º É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.

Desta forma, buscando a promoção e efetivação desses direitos, são criados os programas sociais, que visam a diminuição da questão social, conhecida também como as desigualdades sociais de um país para com a sociedade. Alguns exemplos de programas sociais são: O bolsa Família, o Cartão Primeiro Passo, Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) e os Serviços Socioassistenciais,

Segue link que constam os programas socais ofertados pelo Governo Federal: http://mds.gov.br/assuntos/cadastro-unico/o-que-e-e-para-que-serve/programas-e-beneficios

O BRASIL AINDA TEM MUITO A AVANÇAR NO SENTIDO DE GARANTIR AOS SEUS CIDADÃOS A PROMOÇÃO INTEGRAL DE SEUS DIREITOS!!!!!!


Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/ConstituicaoCompilado.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8069.htm

Surto de microcefalia vai se espalhar para outros Estados, diz ministro da Saúde.

Ministério tem quase 100% de certeza de que a má-formação é causada pelo zika virus.

O ministro da Saúde, Marcelo Castro (PMDB), diz já trabalhar com a possibilidade de que o surto de microcefalia, que causa a má-formação no cérebro de bebês no período de gestação, se espalhará para outros Estados do Brasil. Ele apresentou dados sobre a perspectiva do problema nesta terça-feira (24).

A hipótese encontra base na provável ligação da microcefalia com o zika. De acordo com o Castro, pesquisadores afirmam “com mais de 90% de certeza” que o vírus é o causador do surto epidêmico recente no Brasil. Por conta disso, o ministério já comunicou o problema à OMS (Organização Mundial da Saúde) e à OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde).



Fonte:
http://noticias.r7.com/saude/surto-de-microcefalia-vai-se-espalhar-para-outros-estados-diz-ministro-da-saude-24112015

Entenda o que é Microcefalia e suas causas.

O que é Microcefalia?

Microcefalia é uma condição neurológica rara em que a cabeça da pessoa é significativamente menor do que a de outros da mesma idade e sexo. Microcefalia normalmente é diagnosticada no começo da vida e é resultado do cérebro não crescer o suficiente durante a gestação ou após o nascimento.
Criança com microcefalia tem problemas de desenvolvimento. Não há tratamentos para a microcefalia, mas tratamentos realizados desde os primeiros anos melhoram o desenvolvimento e qualidade de vida. A microcefalia pode ser causada por uma série de problemas genéticos ou ambientais.
Causas
Microcefalia é o resultado de um crescimento anormal do cérebro que pode ocorrer no útero ou na infância. Microcefalia pode ser genética. Algumas outras causas são:
Malformações do sistema nervoso central
Diminuição do oxigênio para o cérebro fetal: algumas complicações na gravidez ou parto podem diminuir a oxigenação para o cérebro do bebê
Exposição a drogas, álcool e certos produtos químicos na gravidez
Desnutrição grave na gestação
Fenilcetonúria materna
Rubéola congênita na gravidez
Toxoplasmose congênita na gravidez
Infecção congênita por citomegalovírus.
Doenças genéticas que causam a microcefalia podem ser:
Síndrome de Down
Síndrome de Cornelia de Lange
Síndrome Cri du chat
Síndrome de Rubinstein - Taybi
Síndrome de Seckel
Síndrome de Smith-Lemli-Opitz
Síndrome de Edwards.

A microcefalia normalmente é detectada pelo médico nos primeiros exames após o nascimento em um check-up regular. Contudo, caso você suspeite que a cabeça de seu bebê é menor do que a de outros da mesma idade ou não está crescendo como deveria, fale com seu médico. 


Fonte: http://www.minhavida.com.br/saude/temas/microcefalia#

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

ONU: Brasil cumpre meta de redução da mortalidade infantil

De 1990 a 2015, o Brasil reduziu em 73% a mortalidade infantil; em 2013, a Unicef creditou o avanço ao programa Bolsa Família

O Brasil é um dos 62 países que alcançaram a meta de redução da mortalidade infantil, estipulada pela Organização das Nações Unidas (ONU), por meio dos Objetivos do Milênio. É o que confirma o relatório Níveis e Tendências da Mortalidade Infantil 2015, divulgada nesta quarta-feira (9), por Unicef, Organização Mundial de Saúde (OMS), Banco Mundial e o Departamento da ONU para Questões Econômicas e Sociais (Undesa). A meta estipulada pela ONU por meio dos Objetivos do Milênio, apontou a necessidade de diminuição em dois terços no índice. De 1990 a 2015, o Brasil reduziu em 73% a mortalidade infantil. Há 25 anos eram registradas 61 mortes para cada mil crianças menores de cinco anos. O número caiu para 16 mortes (a cada cem mil) após esse período. Esses números já haviam sido adiantados pelo governo federal no ano passado, quando foi divulgado o 5º Relatório Nacional de Acompanhamento. Isso quer dizer que a meta foi atingida antes do prazo estipulado pela ONU. Além disso, a queda do índice de mortalidade infantil no País supera a média mundial de 53% nos últimos 25 anos. Em 2013, a ONU creditou o avanço no combate à mortalidade infantil no Brasil a políticas de assistência social como o programa de transferência de renda Bolsa Família. O Relatório da Unicef indicou, na ocasião, que uma combinação de estratégias combateu de forma efetiva a mortalidade infantil. Além do Bolsa Família, foram citados como elementos que contribuíram para o resultado positivo a criação do Sistema Único de Saúde (SUS) com foco na atenção primária de saúde, a melhoria no atendimento materno e ao recém-nascido e esforços para prestar assistência à saúde no nível comunitário. 

Brasil sobe 27 posições no ranking de mortalidade na infância, segundo relatório mundial do UNICEF divulgado em 2008

O Brasil melhorou 27 posições no ranking da taxa de mortalidade na infância (menores de 5 anos), segundo o relatório Situação Mundial da Infância 2008 – Sobrevivência Infantil, divulgado nesta terça-feira, 22 de janeiro, pelo UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância). O relatório avalia a situação geral da primeira infância (crianças de até 6 anos de idade) em 194 países. O Brasil é um dos 60 países selecionados para a contagem regressiva para 2015 – quando se pretende atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio –, como prioritários no combate à mortalidade na infância. Apesar de a taxa de mortalidade de menores de 5 anos estar bem abaixo da média mundial (que é de 72 mortes para cada mil nascidos vivos), o País entrou nesse grupo devido ao número absoluto de óbitos. De acordo com o relatório, em 2006, 74 mil crianças morreram no Brasil antes do quinto aniversário. Paralelamente à divulgação do relatório Situação Mundial da Infância, o UNICEF lançou o Caderno Brasil, que mostra a situação das crianças brasileiras de até 6 anos de idade e os avanços e desafios em relação à primeira infância no País. No caderno, há um ranking das 27 Unidades da Federação brasileiras, de acordo com o Índice de Desenvolvimento Infantil (IDI), criado pelo UNICEF para monitorar a situação da primeira infância nas regiões, Estados e municípios brasileiros. O Brasil tinha uma taxa de 57 mortes de menores de 5 anos por mil nascidos vivos em 1990. Esse número foi reduzido em 2006 para 20 mortes por mil nascidos vivos, de acordo com os dados globais do UNICEF. Com essa nova marca, o País deixou a 86ª posição no ranking mundial da taxa de mortalidade na infância, saltando para a 113ª. No ranking, ocupam as primeiras posições os países com as mais altas taxas de mortalidade na infância. Entre os que têm a menor taxa, estão Suécia, Cingapura, Espanha, Japão, Alemanha e Bélgica. Na América do Sul, apenas três países têm taxas de mortalidade melhores do que o Brasil (Chile, na 148ª posição, com a taxa de nove mortes por mil nascidos vivos; o Uruguai, em 138ª lugar, com 12 mortes por mil; e a Argentina, em 125ª, com 16 mortes por mil). A taxa de mortalidade infantil (menores de 1 ano de idade) é de 19 por mil nascidos vivos, conforme o relatório. Por se tratar de um relatório global, alguns dos números apresentam diferenças em relação aos dados das fontes oficiais do governo brasileiro. Isso ocorre em virtude da metodologia utilizada nos cálculos do relatório global, desenvolvida por várias instituições para permitir comparações globais. Um dado ainda preocupante é a taxa de mortalidade materna no Brasil. O País aparece no relatório com a taxa de 76 mortes por 100 mil nascidos vivos, o que corresponde ao número brasileiro já ajustado por subnotificações. Para a Representante do UNICEF no Brasil, Marie-Pierre Poirier, o desafio do País é manter a tendência de queda dos números de óbitos de menores de 1 ano e superar as grandes disparidades nas taxas de mortalidade infantil. “Ao analisarmos os dados por regiões, por renda familiar ou por raça e etnia, aparecem as desigualdades”, observou a representante. “Quem morre mais é a criança pobre, a negra e a indígena”, acrescentou. As crianças pobres menores de 1 ano têm mais do que o dobro de chance de morrer, em comparação às ricas. A taxa de mortalidade infantil entre crianças filhas de mães negras é cerca de 40% maior do que entre as filhas de mães brancas. Entre os indígenas, a taxa de mortalidade infantil é de 48,5 por mil nascidos vivos, duas vezes maior do que a taxa para crianças brancas. Outro desafio é reduzir a mortalidade nas primeiras semanas de vida da criança. “51% das mortes antes de 1 ano de idade ocorrem na primeira semana de vida, e 66%, antes de um mês”, lembrou Marie-Pierre. “Isso evidencia que é urgente melhorar a qualidade do pré-natal e a assistência ao parto”, alertou a Representante do UNICEF no Brasil. O relatório mundial também destaca o Brasil por causa da cobertura nacional do modelo de atenção à saúde com base na família e na comunidade. O trabalho dos agentes comunitários de saúde, iniciativa que nasceu com o apoio do UNICEF, e o kit Família Brasileira Fortalecida são ressaltados como ações integradas e comunitárias que têm assegurado o direito à sobrevivência de crianças.


INDÍCE DE DESENVOLVIMENTO INFANTIL (IDI): ESTADOS MELHORAM 

No ranking do Índice de Desenvolvimento Infantil, os Estados que aparecem com os melhores desempenhos são, pela ordem, São Paulo (com 0,856), Santa Catarina (0,828) e Rio de Janeiro (0,806). No cálculo feito com indicadores de 2006, todos os Estados brasileiros e o Distrito Federal alcançaram o IDI acima de 0,500, o que significa que todas as Unidades da Federação têm no mínimo um nível de desenvolvimento infantil médio. Em 1999, sete Estados tinham um desenvolvimento infantil baixo. Em 2004, esse número foi reduzido para um. Agora, dois Estados destacaram-se: Alagoas, por ter conseguido sair da classificação de desenvolvimento infantil baixo, e o Amazonas, por ter avançado nove posições em relação à edição anterior. Entre 1999 e 2006, foi observada uma melhora no IDI de todas as regiões do Brasil. As regiões Nordeste e Norte continuam com os menores índices do País. As duas regiões, no entanto, obtiveram evolução do IDI maior do que as regiões mais ricas (Sudeste, Sul e Centro-Oeste). O IDI tem uma variação de 0 a 1, sendo 1 o valor máximo que um município, Estado ou região deve alcançar no processo de sobrevivência, crescimento e desenvolvimento de suas crianças no primeiro período de vida. O índice é composto por quatro indicadores básicos: crianças menores de 6 anos com pais com escolaridade precária, cobertura de vacina tetravalente em crianças menores de 1 ano, mães com cobertura pré-natal e crianças matriculadas na pré-escola. O relatório global sobre a situação da infância também ressalta uma série de estratégias que podem contribuir para reduzir o número de óbitos antes dos 5 anos de idade. Para acelerar a queda do número de óbitos de menores de 5 anos (que foi de 9,7 milhões em todo o mundo, ficando pela primeira vez abaixo dos 10 milhões), o documento sugere medidas e iniciativas para gerar progressos e melhores resultados. Dessa maneira, oferece aos países formas de alcançar o Objetivo do Milênio número 4, que prevê a redução da mortalidade na infância em dois terços até 2015. 

Programas Voltados à Saúde da Criança

Nas últimas décadas, o Brasil têm demostrado redução considerável na taxa de mortalidade infantil. e isso, só foi possível, porque foram criados políticas voltadas para a promoção da saúde da criança e através dessas políticas foram implantados programas que visam à garantia da saúde das gestantes e das crianças, tais como:

Rede Cegonha 
A Rede Cegonha é um método moderno que objetiva implementar cuidados para garantir às mulheres o direito ao planejamento reprodutivo e atenção humanizada à gestação, ao parto e ao pós-parto, da mesma maneira que, garante às crianças o direito ao nascimento seguro e ao crescimento e desenvolvimento saudável. 

Bolsa Família
É destinado à famílias que se encontram em situação de pobreza e extrema pobreza. E visa garantir o direito humano à alimentação apropriada, proporcionando à segurança alimentar e nutricional e colaborando para que estas pessoas conquistem a cidadania. 

Cartão Primeiro Passo - Oferecido somente pela Prefeitura de Salvador 
O programa visa garantir a educação infantil para crianças de famílias de baixa renda, assegurando a primeira infância que vai até os 5 anos de idade , que é fundamental para o desenvolvimento do ser humano.

Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF)
O PAIF realiza um trabalho social com famílias, de natureza continuada, através de ações preventivas, protetivas e preventivas, visando proteger a família, prevenir a ruptura de seus vínculos, e oferecendo seu ingresso e o gozo de direitos e coopera na melhoria de sua qualidade de vida. O serviço PAIF compõe a proteção social básica do SUAS (Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais), financiados pelo Governo Federal. 

Caderno de Atenção Básica à Saúde da Criança 
Criado pelo Ministério da Saúde e visa fortalecer ações de promoção da alimentação adequada e de apoio ao aleitamento materno.

Fonte: Projeto Interdisciplinar Mortalidade Infantil.

Ministério cria Política de Atenção à Saúde da Criança

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, assinou nesta quarta-feira (6), durante reunião do Conselho Nacional de Saúde, em Brasília, a portaria que cria a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança. A nova normativa busca integrar diversas ações já existentes para atendimento a essa população. O objetivo é promover o aleitamento materno e a saúde da criança, a partir da gestação aos nove anos    de vida, com especial atenção à primeira infância (zero a cinco anos) e às populações de maior vulnerabilidade, como crianças com deficiência, indígenas, quilombolas, ribeirinhas, e em situação de rua.
“A Política sintetiza de maneira simples e clara para os gestores estaduais, municipais e profissionais de saúde, os grandes eixos de ações que compõem uma atenção integral à Saúde da Criança e aponta estratégias e dispositivos para a articulação das ações e da rede de serviços de saúde nos municípios e regiões de saúde”, disse o ministro da Saúde, Arthur Chioro.
A elaboração de uma Política Nacional de Saúde da Criança também vem ao encontro do pleito de entidades da sociedade civil, militantes da causa dos direitos da criança e do adolescente, como a Rede Nacional da Primeira Infância, a Pastoral da Criança, além de organismos como Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
Os sete eixos estratégicos da Política são: atenção humanizada e qualificada à gestação, parto, nascimento e recém-nascido; aleitamento materno e alimentação complementar saudável; promoção e acompanhamento do crescimento e desenvolvimento integral; atenção a crianças com agravos prevalentes na infância e com doenças crônicas; atenção à criança em situação de violências, prevenção de acidentes e promoção da cultura de paz; atenção à saúde de crianças com deficiência ou em situações específicas e de vulnerabilidade; vigilância e prevenção do óbito infantil, fetal e materno.
A Política considera como criança a pessoa na faixa etária de zero a nove anos e a primeira infância, de zero a cinco anos. Para atendimento em serviços de pediatria no Sistema Único de Saúde (SUS), são contempladas crianças e adolescentes menores de 16 anos, sendo que este limite etário pode ser alterado conforme as normas e rotinas do estabelecimento de saúde responsável pelo atendimento.
“A ideia é manter por mais tempo o acompanhamento do adolescente pelo serviço de pediatria, como preconiza a Sociedade Brasileira de Pediatria, principalmente aquele que sofre de problemas de saúde crônicos, para garantir a continuidade do cuidado pelos mesmos profissionais com os quais mantém vínculo desde a infância”, explica o coordenador de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde, Paulo Bonilha.
O processo de elaboração do documento orientador da normativa contou com a colaboração de vários atores governamentais e não-governamentais, como as Coordenações de Saúde da Criança das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde das Capitais, Conselho Nacional dos Secretários de Saúde dos Estados (CONASS), Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde (Conasems), Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) e Conselho Nacional de Saúde (CNS).
A construção da Política também contou com um Grupo de Trabalho composto por especialistas e gestores, com apoio conceitual e metodológico da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio da Estratégia Brasileirinhas e Brasileirinhos Saudáveis do Instituto Fernandes Figueira.
META – Segundo o Relatório Nacional de Acompanhamento dos Objetivos do Milênio (ODM) 2013, o Brasil alcançou em 2012 a meta internacional de diminuição da mortalidade na infância (menores de cinco anos). O índice, estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU), previa a redução em 2/3 da mortalidade desse público entre 1990 e 2015. No Brasil, a taxa passou de 53,7 óbitos por mil nascidos vivos em 1990 para 17,3 óbitos por mil nascidos vivos em 2012, uma redução de 67,7%. O país também já atingiu a meta estabelecida em relação às mortes de crianças com menos de um ano de idade (mortalidade infantil), passando de 47,1 óbitos por mil nascidos vivos em 1990 para 14,9 óbitos por mil nascidos vivos em 2012, queda de 68,3%.
Os avanços das condições de saúde da criança brasileira são decorrentes de ações como a ampliação da cobertura da atenção básica, do acesso à vacinação, das taxas de aleitamento materno e do nível de escolaridade da mãe, além da diminuição da pobreza obtida pelo programa Bolsa Família. Essas ações se somam a outras políticas públicas que levaram à quase extinção de internações por desnutrição (agravo praticamente residual no país), por doenças imunopreveníveis (sarampo, difteria, tétano neonatal, poliomielite, varíola, rubéola, meningites) e por diarreia/pneumonia.
O aumento das consultas de pré-natal é outro exemplo de ação realizada pelo Ministério da Saúde junto com estados e municípios que contribuiu para a redução da mortalidade infantil e materna. Somente em 2014, foram realizadas mais de 20 milhões de consultas de pré-natal pelo SUS, o que representa aumento de 57% em relação a 2007 (quando foram realizadas 12,7 milhões de consultas).

Fonte: http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/cidadao/principal/agencia-saude/18951-ministerio-cria-politica-de-atencao-a-saude-da-crianca