As linhas de cuidado prioritárias da Área Técnica de Saúde da Criança e Aleitamento Materno vêm ao encontro dos compromissos do Brasil com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, com o Pacto de Redução da Mortalidade Materna e Neonatal, com o Pacto pela Saúde e com o Programa Mais Saúde.
Incentivo e Qualificação do Acompanhamento do Crescimento e Desenvolvimento
Atenção à Saúde do Recém-Nascido Promoção, Proteção e Apoio ao Aleitamento Materno O acompanhamento do crescimento e desenvolvimento faz parte da avaliação integral à saúde da criança, propiciando o desenvolvimento de ações de promoção da saúde, de hábitos de vida saudáveis, vacinação, prevenção de problemas e agravos à saúde e cuidados em tempo oportuno. A Caderneta de Saúde da Criança-Passaporte da Cidadania a todas as crianças nascidas no território nacional é um importante instrumento de registro e orientações que auxilia nesse acompanhamento. Seu uso adequado é importante para estreitar e manter o vínculo da criança e da família com os serviços de saúde.
Atenção à Saúde do Recém-Nascido
Um dos maiores desafios do Brasil para atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio é a sua alta taxa de mortalidade perinatal, em particular nas regiões mais pobres. A organização da rede integral de assistência à mulher, à gestante e ao recém-nascido é premissa básica para a promoção da saúde e a redução dos agravos e mortes precoces e evitáveis de mulheres e crianças.
Iniciativas no âmbito nacional que apoiam a organização da rede de assistência ao recém-nascido:
• Rede Norte-Nordeste de Saúde Perinatal;
• Atenção Humanizada ao Recém-Nascido de Baixo Peso-Método Canguru;
• Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano;
• Capacitação dos profissionais de saúde na atenção ao recém-nascido.
Promoção, Proteção e Apoio ao Aleitamento Materno.
O aleitamento materno é a estratégia isolada que mais previne mortes infantis, além de promover a saúde física, mental e psíquica da criança e da mulher que amamenta. Recomenda-se o aleitamento materno por dois anos ou mais, sendo exclusivo nos primeiros seis meses.
Os esforços de diversos organismos nacionais e internacionais favoreceram o aumento desta prática ao longo dos últimos vinte e cinco anos. Apesar disso, as taxas de aleitamento materno no Brasil, em especial as de amamentação exclusiva, estão aquém do recomendado.
A Política Nacional de Promoção, Proteção e Apoio ao Aleitamento Materno contempla as seguintes estratégias:
• Rede Amamenta Brasil;
• Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano;
• Iniciativa Hospital Amigo da Criança;
• Proteção legal ao aleitamento materno e mobilização social;
• Monitoramento dos indicadores de aleitamento materno.
Prevenção de Violências e Promoção da Cultura de Paz.
Os acidentes e as agressões na faixa etária de zero a nove anos ocupam a quinta causa de mortalidade na infância, configurando-se em relevante problema de saúde pública. É prioritária a prevenção de violências à criança por meio da formulação de diretrizes e parâmetros de atenção à saúde, prevenção e cuidados de crianças em situação de risco, e a disponibilização de metodologias voltadas ao acolhimento e à proteção de crianças, articulando essas ações com a rede Inter setorial.
Vigilância à Mortalidade Infantil e Fetal.
É uma importante estratégia para a redução da mortalidade infantil e fetal, que possibilita a adoção de medidas para a prevenção de óbitos evitáveis pelos serviços de saúde. Tem sido estimuladas ações de mobilização das equipes de saúde para a identificação do óbito infantil e fetal, qualificação das informações, investigação e análise de evitabilidade dos óbitos e identificação das medidas necessárias para a prevenção de novas ocorrências. Recomenda-se a criação de Comitês Estaduais e Municipais de Prevenção do Óbito Infantil e Fetal como uma importante estratégia de melhoria na organização da assistência de saúde para a redução das mortes prevê níveis, bem como a melhoria dos registros sobre a mortalidade.
Fonte:http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_crianca_materiais_infomativos.pdf
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