sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Papel do Serviço Social na Mortalidade Infantil .

O papel do Assistente Social está atrelado ao seu Código de Ética Profissional onde o mesmo proporciona um suporte no que diz respeito às ações práticas profissionais e atua com a intenção desses direitos serem garantidos, vencendo a visão conservadora da sociedade perante as demandas. 

Embora tenham acontecido alguns avanços na legislação, no que diz respeito à saúde, a população ainda sofre muito com o sistema de saúde. 
A precarização das condições de vida da população, consequentes do aumento das contradições sociais do atual momento do capitalismo, influenciam de forma direta às crianças, devido a vulnerabilidade do mesmo. Segundo a agenda de compromisso para a Saúde Integral da Criança elaborada pelo Ministério da Saúde (2004, p.8):

“A promoção da saúde integral da criança e o desenvolvimento das ações de prevenção de agravos e assistência são objetivos que, para além da redução da mortalidade infantil, apontam para o compromisso de se prover qualidade de vida para a criança, ou seja, que esta possa crescer e desenvolver todo o seu potencial”.

Nessa perspectiva, o fazer do Serviço Social na assistência à Saúde da criança tem como objetivo identificar e intervir sobre as situações de vulnerabilidade social, colaborando com uma visão geral da criança, ampliando sua prática aos diversos conhecimentos e intervenções profissionais de respostas aptas às necessidades de saúde da criança. 

Segundo Iamamoto (1992, p. 113)
[...] um dos maiores desafios que o assistente social vive no presente é desenvolver sua capacidade de decifrar a realidade e construir propostas de trabalho criativas e capazes de preservar e efetivar direitos, a partir de demandas emergentes no cotidiano.

Portanto, entende-se que a intervenção do profissional do Serviço Social descreve-se numa ação conjunta entre a atual legislação de saúde e a de proteção às crianças e adolescentes descritas na Declaração Universal dos Direitos Humanos, pois executa sua prática de acordo com a intersetorialidade, articulação e efetivação de direitos e utiliza como base as diretrizes ético-políticas do Serviço Social, as quais favorecem o seu papel principal de compreensão das diversas faces da questão social, e de identificação de técnicas na contraposição de suas variadas demandas.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Ministério da Saúde aponta 37 casos de suspeita de microcefalia na Bahia.

Dados foram divulgados nesta segunda-feira (30). 
Sesab informa que ao todo são 13 casos confirmados da doença.

O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (30) que existem 37 casos de suspeita de microcefalia na Bahia. De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), 13 casos já foram confirmados.
Segundo boletim do ministério, com dados colhidos até 28 de novembro, no país já foram notificados 1.248 casos suspeitos de microcefalia em 311 municípios de 13 estados e no Distrito Federal. O número total representa um aumento de 509 casos, já que no último boletim do ministério, no dia 24 de novembro, foram registrados 739 casos.
No sábado (28), o Ministério da Saúde confirmou a relação entre o zika vírus e os casos de microcefalia na região Nordeste, a partir da confirmação do Instituto Evandro Chagas, do micro-organismo em amostras de sangue e tecidos de um bebê nascido no Ceará, mas que acabou morrendo. A criança apresentava microcefalia e outras malformações congênitas.
A situação reforça o apelo do ministério para a mobilização nacional no combate ao mosquito Aedes aegypti, responsável pela disseminação da dengue, zika e chikungunya.

A microcefalia é um quadro em que bebês nascem com o cérebro menor do que o esperado (perímetro menor ou igual a 33 cm para bebês a termo) e que compromete o desenvolvimento da criança em 90% dos casos.
O principal suspeito dos casos de microcefalia no Brasil, o Zika vírus, é de origem africana e primo do vírus da dengue. Ele circula no país desde maio do ano passado e uma das hipóteses é que chegou aqui junto com turistas que vieram para a Copa do Mundo.
Os casos de microcefalia coincidem com áreas em que o vírus circulou no ano passado.
Microcefalia por Zika vírus
Os cientistas têm feito um trabalho de detetive. Primeiro descartaram causas genéticas, porque a mudança no padrão epidemiológico se deu de uma hora para outra. Depois, foram atrás do que mudou na região e então voltaram a atenção para os casos de Zika vírus, novidade de 2014. A hipótese é que o vírus, primo da dengue e transmitido também pelo Aedes aegypti, atravessaria a barreira placentária e entraria no corpo da criança prejudicando a formação do cérebro. As tomografias feitas pelos cientistas indicaram sinais de infecção viral no cérebro em alguns casos e também foram achados sinais do Zika vírus em exames do líquido amniótico, em bebês que ainda estavam na barriga, e no líquido cefalorraquidiano, naqueles que já nasceram.


Bebê com Microcefalia 
Conhecendo o Zika

O vírus Zika é transmitido especialmente por mosquitos infectados, principalmente o mosquito da dengue. A maioria das pessoas não tem sintomas, mas quando surgem são principalmente erupções na pele, olhos vermelhos e dores no corpo. Eles desaparecem em até uma semana, em geral.

Prevenção

Todo mundo pode colaborar na prevenção, principalmente lutando contra o acúmulo de água e lixo que atraem mosquitos. É hora de também colocar tela na casa e usar mosquiteiro. E abusar do repelente, seguindo as orientações do rótulo. Quem está pensando em engravidar, deve levar essa situação em conta e quem já espera o bebê deve tomar cuidado com picadas de mosquito, mesmo que já esteja em fase adiantada de gestação.

Recomendações do Ministério da Saúde específicas para grávidas:

•         Atualizar as vacinas de acordo com o calendário vacinal do programa nacional de imunização do Ministério da Saúde
•        Atenção sobre a natureza e a qualidade daquilo que se ingere (água, alimentos, medicamentos), consome ou se tem contato, principalmente sobre a ação desses produtos no desenvolvimento do bebê.
•        Proteger-se das picadas de insetos, evitando horários e lugares com presença de mosquitos e, sempre que possível, utilizar roupas que protejam o corpo. Consultar o médico sobre o uso de repelentes e verificar atentamente no rótulo a concentração do produto e definição da frequência do uso para gestantes. Além disso, telas de proteção, mosquiteiros e ar-condicionado também são medidas de proteção.
•       Se houver qualquer alteração no estado de saúde, principalmente no período até o quarto mês de gestação, comunicar aos profissionais de saúde.

Fonte:http://g1.globo.com/bahia/noticia/2015/11/ministerio-da-saude-aponta-37-casos-de-suspeita-de-microcefalia-na-bahia.html

Mães de crianças com microcefalia fazem campanha informativa no Facebook.

O Ministério da Saúde confirmou que os novos diagnósticos estão relacionados á infecção das gestantes pelo vírus zika.

Depois do aumento significativo do número de crianças com microcefalia, 
que passou de 147 no ano passado para 1.248 este ano, um grupo de mães do Facebook resolveu criar a campanha informativa "Eu Amo Alguém com Microcefalia". 

Segundo Lucélia Freitas, mãe de Crystian, de 13 anos, que tem microcefalia, “as pessoas começaram a falar como se fosse contagiosa, de forma depreciativa, sem saber do que se trata e isso magoa as famílias de quem tem alguém especial”

Lucélia disse que a ideia da campanha é divulgar informações pelas redes sociais sobre essa malformação, que pode surgir durante a gestação e também depois do nascimento. Além disso, as organizadoras querem dar suporte às famílias que estão recebendo o diagnóstico. 

Mães de crianças com microcefalia fazem campanha informativa no Facebook
(Foto: Reprodução)

As causas são as mais variadas, podem ser desde alterações genéticas a infecções, como as causadas por citomegalovírus e por toxoplasmose, e o uso de álcool e drogas durante a gravidez.
No último sábado (28), o Ministério da Saúde confirmou que os novos diagnósticos estão relacionados à infecção das gestantes pelo vírus zika, que começou a circular no Brasil este ano, relação inédita na literatura médica de todo o mundo.

“A microcefalia, que é quando a pessoa tem a cabeça pequena, é um sinal. Precisamos ir atrás do que causou”, afirmou a neuropediatra Vanessa Van der Linden, do Hospital Barão de Lucena e presidente da Associação de Assistência à Criança Deficiente, ambos no Recife, em entrevista à Agência Brasil.
O recém-nascido deve ter pelo menos 33 centímetros de perímetro cefálico, medida feita em volta da cabeça, na área logo acima dos olhos. Quando essa medida não ultrapassa os 32 centímetros, a medicina considera um caso de microcefalia.

De acordo com a especialista, os novos casos que surgiram em Pernambuco tinham sinais parecidos com os causados por agentes infecciosos, porém, ao serem examinados para toxoplasmose e citomegalovírus, os agentes mais comuns, o resultado era negativo. “A relação com o zika veio quando percebemos que as mães citaram exantema (manchas vermelhas) durante a gravidez”, relatou a médica que, ao perceber o aumento de casos, acionou o governo do estado.

Vanessa contou que as crianças serão acompanhadas por especialistas, com avaliação visual, cardíaca e auditiva, para ver o que vem junto desses novos casos. “É uma doença nova, temos que avaliar. Por exemplo, citomegalovírus dá muita deficiência auditiva, que às vezes aparece até o fim do primeiro ano do bebê. Esses casos são totalmente novos no mundo e a avaliação tem que ser contínua para ver o que vem junto [da microcefalia].
Com inúmeros fatores causadores, a microcefalia não tem um padrão de sequelas. Alguns conseguem ter vida normal, outros não conseguem andar ou falar e são muitos os que têm comprometimento mental. Há ainda casos que vêm acompanhados de cegueira, catarata, surdez, problemas cardíacos, no aparelho digestivo e epilepsia.
Em muitos casos, o acompanhamento de especialistas, com fonoaudiólogos, fisioterapeutas, psicólogos e neurologistas, pode diminuir as consequências da malformação, mas os estímulos têm que ser feitos o quanto antes. 

Dedicação

Totalmente dedicada a cuidar do filho, Lucélia descobriu a microcefalia quando Crystian tinha seis meses. A malformação foi decorrente de uma paralisia cerebral na hora do parto.
“A primeira reação foi não aceitar, me desesperar porque eu não sabia o que fazer. Em seguida, fiquei pensando que um remédio poderia curar, que ia passar, mas logo depois vem a realidade: ele precisa de mim. Depois de procurar especialistas e ter contato com outras pessoas, vi como podia cuidar do meu filho da melhor forma”.

Hoje, aos 13 anos, Crystian não fala e nem caminha, mas o laço entre ele e a família fez com que todos se entendessem. “Ele, o seu sorriso, a alegria, tudo isso me dá força para continuar”, contou emocionada a mãe. Segundo ela, os melhores momentos para o filho são ouvir música e assistir televisão com a avó.
“Ele só gosta de música boa, curte Marisa Monte, Caetano Veloso, e se sente confortável ouvindo o que gosta. Na TV, morre de rir vendo o Ratinho”, disse Lucélia, que deixou o trabalho de monitora de creche, assim que Crystian foi diagnosticado, para se dedicar integralmente a ele.
Quando está com fome, quer ir ao banheiro ou sente alguma dor, o garoto se manifesta com expressões corporais. “A gente entende”, disse Lucélia, que mora na Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal.

Nanny Costa, que mora em Valparaíso de Goiás, cidade situada no entorno do Distrito Federal, também soube que a filha Beatriz tem microcefalia meses depois do nascimento.
”Tive gravidez normal, ela nasceu bem, só quando tinha dois meses me disseram que o perímetro cefálico era um pouquinho menor”, relatou a mãe. Agora, aos 9 anos, Bia não tem o diagnóstico do que causou a malformação no cérebro. “Ela ainda não anda, não fala, mas vai fazer tudo no tempo dela. Minha filha é perfeita e muito amada”.

Nanny disse que se encontrasse com a mãe de um bebê diagnosticado com microcefalia, iria falar do quanto ama sua filha, que ela não se desespere e tenha foco no cuidado. “Ela adora ver desenhos, vai para a escola e tem os amiguinhos que a apoiam”, relatou.

Tanto Lucélia quanto Nanny estão usando a internet para dar apoio às gestantes que terão filhos com a malformação. “Eu tive muito apoio de mães de crianças especiais, agora estou no grupo do Face [Pais de crianças com microcefalia, síndromes e outras deficiências] para ajudar quem está entrando nesse mundo. A união de pessoas na mesma situação ajuda muito”, ressaltou Lucélia.

Fonte:http://m.ibahia.com/single-mobile/noticia/maes-de-criancas-com-microcefalia-fazem-campanha-informativa-no-facebook/?cHash=d703e7d48439a3d31f150c50db79e5f9




domingo, 29 de novembro de 2015

ONU: Meta global de mortalidade infantil 'será atingida com atraso de 11 anos'

Objetivo inicial era alcançá-la no fim de 2015; cerca de 17 mil crianças abaixo de cinco anos morrem todos os dias no mundo.




Apesar de ter caído pela metade nas últimas duas décadas, a taxa de mortalidade infantil no mundo não atingirá a meta estipulada pela ONU, que só deve ser alcançada em 2026, com "um atraso de 11 anos", informou nesta terça-feira (16) um relatório da Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância).

O intuito era reduzir a mortalidade infantil em dois terços até o fim de 2015, em linha com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, estabelecidos em 2000.

Atualmente, 17 mil crianças abaixo dos cinco anos morrem todos os dias no mundo. O número é o mais recente anunciado pela Unicef e foi considerado "chocante" pela organização.

De acordo com a Unicef, as causas para as mortes são, na maioria das vezes, "evitáveis". A maior parte dos óbitos acontece nas primeiras horas após o nascimento. Em 2013, 1 milhão de bebês morreram antes de completar um dia de vida.

Diante do cenário atual, a organização fez um apelo para que medidas urgentes sejam tomadas para combater a mortalidade infantil no mundo.


Fonte:http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/09/onu-meta-global-de-mortalidade-infantil-sera-atingida-com-atraso-de-11-anos.html

Mortalidade infantil

A taxa de mortalidade infantil no Brasil

Quando falamos no Brasil, podemos afirmar que a taxa tem sido reduzida a cada ano que passa, sempre em declínio (de acordo com dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Do ano de 1998 a 2010, a redução foi de 33,5 crianças mortas a cada mil nascidas vivas para 22.
Conforme demonstrado na tabela abaixo, o Nordeste apresentou no ano de 2010, a maior taxa de mortalidade infantil no Brasil. Apesar de o Brasil estar em constante redução, o país ainda está distante da média estipulada pela ONU (Organização das Nações Unidas) para as Metas de Desenvolvimento do Milênio.

Os fatores que influenciam

Apesar de ser um problema social de escala global, a mortalidade infantil afeta com maior intensidade as regiões mais pobres. Isso acontece devido à falta de assistência médica, falta de orientação às mulheres gestantes, além da deficiência na assistência hospitalar aos recém-nascidos, ausência de saneamento básico e desnutrição.


Fonte: http://www.estudopratico.com.br/mortalidade-infantil/

Mortalidade infantil no Nordeste registra 59% de queda em dez anos

A região Nordeste surpreendeu positivamente em relação aos números de mortalidade infantil. Em uma década, a taxa despencou e apresentou a maior queda do País, com uma redução de 59%. No ano de 2000, 44.7 crianças (a cada mil nascidas vivas) morriam antes de completar um ano. Em 2010, época do último censo demográfico, a taxa foi de 18.5%. Os dados foram apresentados nesta sexta-feira, 27, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

No Brasil, a mortalidade infantil acompanhou a queda, reduzindo os números em quase metade (47%). No ano de 2000, a taxa era de 29,7%, ou seja, de cada mil crianças nascidas vivas, apenas 29,7 completavam o primeiro ano de vida. Em 2010, o índice reduziu para 15,6%.

O Ministério da Saúde diz que os dados revelados pelo estudo estavam dentro das expectativas do País. Segundo o órgão, o Brasil alcançou os índices de redução definidos pelas metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, acordo internacional, que prevê uma taxa de mortalidade infantil de 15,7% no país, para 2015.


Fonte: http://www.opovo.com.br/app/fortaleza/2012/04/27/noticiafortaleza,2829062/mortalidade-infantil-no-nordeste-registra-59-de-queda-em-dez-anos.shtml

Miséria: Na Paraíba, crianças comem ratos para não morrer de fome.

Uma família carente da cidade de Alagoa Grande foi alvo de comoção por mostrar seu drama nesta sexta-feira (03). O líder da família se matou por não aguentar as cobranças de dívidas que tinha por motivo de compra de alimentos. Agora que ele morreu, Arlinda Bento Tomáz, de 32 anos, mãe de sete filhos passa uma necessidade ainda maior. Sozinha para cuidar dos filhos, viu dentre os pequenos uma solução para aliviar a fome de todos, caçar ratos para comer.


Os roedores são mortos, limpos e cozidos ou fritos para ser a proteína de uma das poucas refeições do dia. A família mora na comunidade conhecida por Barreira, no sítio Tambor, em Alagoa Grande. 

A falta não é apenas de comida, mas de água, esgotamento sanitário, moradia digna e expectativa de vida. Segundo a matriarca, a renda é vinda do bolsa família no valor de R$ 240 reais.

Indagada sobre ajuda da Prefeitura de Alagoa Grande, ou de algum órgão ligado ao governo, à mulher diz que não conhece ninguém de lá e que teve dificuldades para enterrar seu marido e um filho que morreu depois de nascer e não suportar a miséria da família.



Flagrante do drama familiar foi registrado pelo blogueiro Júlio Araújo, que foi até o local para obter informações sobre a ocorrência do suicídio do pai das crianças. Lá, ele viu crianças com ratos na mão e indagou o que era que os menores estavam fazendo. Foi quando foi informado de que os roedores estavam sendo tratados para alimentar o clã.

O outro lado

O prefeito da cidade de Alagoa Grande, Hildon Régis Navarro Filho (PR) informou que diante do problema, de conhecimento da gestão, vários setores de saúde e assistência social estiveram no local para tentar ajudar a família, que não é a única carente do município.
Segundo ele informou, foi sugerida, devida a gravidade do estado da família, que ela saísse do local e um aluguel social seria pago, em uma moradia na zona urbana, no entanto, a família teria recusado. Vários utensílios também teriam sido doados, mas não estariam na casa.

Fonte: http://www.diariodosertao.com.br/artigos/v/paraiba/miseria--na-paraiba--criancas-comem-ratos-para-nao-morrer-de-fome--veja-video!/20150704113920


Mortalidade infantil cai 47% em dez anos; no Nordeste, queda superou 50%

A taxa de mortalidade total no país, que em 2000 era de 29,7‰, isto é, 29,7 óbitos de crianças menores de 1 ano para cada 1.000 nascidos vivos, teve uma redução de 47,5% na última década. Segundo novos números do Censo 2010 divulgados nesta sexta-feira (27) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a taxa de mortalidade infantil em 2010 foi de 15,6‰.
O declínio mais acentuado foi observado no Nordeste (58,6%) e o menor, no Sul (33,5%), região que já apresentava níveis relativamente baixos de mortalidade infantil.



O alto índice da redução chama atenção e, de acordo com o IBGE, é explicado, em parte, pelo aumento do salário mínimo e a ampliação dos programas de transferência de renda, que ajudaram a ampliar a renda especialmente da parcela mais pobre da população. Isso acarretou em queda das desigualdades sociais e regionais, atuando em favor da diminuição da mortalidade infantil no país.

Apesar dos altos declínios, o Brasil ainda precisa reduzir ainda mais a taxa para se aproximar dos níveis de mortalidade infantil das regiões mais desenvolvidas do mundo, que fica em torno de 5 óbitos de crianças menores de 1 ano de idade para cada 1.000 nascidos vivos.

Taxa de fecundidade cai e chega a 1,9 filho por mulher

As mulheres brasileiras estão tendo menos filhos. A taxa de fecundidade total no país, que era de 2,38 filhos por mulher em 2000, chegou a 1,9 filho por mulher em 2010, apresentando uma queda de 20,1% na última década, contribuindo para a redução do ritmo de crescimento da população brasileira.

Em 2010, as regiões Nordeste e Norte apresentaram as maiores quedas: 23,4% e 21,8%, respectivamente, embora possuíssem os mais altos níveis de fecundidade.
O Acre se destaca como o Estado com a maior taxa de fecundidade do país, com 2,82 filhos por mulher. Na outra ponta, São Paulo aparece como o Estado brasileiro onde se tem menos filhos, com uma média de 1,67 filho por mulher.

O Censo ainda revela mudança em uma tendência observada no Brasil até o ano 2000, que era o rejuvenescimento do padrão da fecundidade, indicado pelo aumento do número de mulheres engravidando entre 15 e 24 anos de idade.

Na última década, os grupos de mulheres mais jovens, de 15 a 19 anos e de 20 a 24 anos, que concentravam 18,8% e 29,3%, respectivamente, da fecundidade total, passaram a concentrar 17,7% e 27,0%, respectivamente, em 2010.

O grupo de mulheres de 20 a 24 anos de idade ainda tem a maior taxa da fecundidade brasileira, mas o padrão, em 2010, já se mostra mais dilatado do que em 2000.

Censo 2010

Participaram do Censo 2010 cerca de 190 mil recenseadores, que visitaram os mais de 5.565 municípios brasileiros entre 1º de agosto a 31 de outubro de 2010. Os primeiros dados da pesquisa, que identificou uma população de 190 milhões de brasileiros, foram revelados em abril de 2011. Ao longo de 2012, serão produzidos novos resultados, apresentados em volumes temáticos.

Fonte:http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/04/27/mortalidade-infantil-cai-47-em-dez-anos-no-nordeste-queda-superou-50.htm

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Conheça a Rede Amamenta Brasil.

Rede Amamenta Brasil

É uma estratégia de promoção, proteção e apoio à prática do aleitamento materno na Atenção Básica, por meio de revisão e supervisão do processo de trabalho interdisciplinar nas unidades básicas de saúde, apoiada nos princípios da educação permanente em saúde, respeitando a visão de mundo dos profissionais e considerando as especificidades locais e regionais.

Quais os Objetivos da Rede Amamenta Brasil?

Geral: Contribuir para aumentar os índices de aleitamento materno no País.

Específicos:
Contribuir para o desenvolvimento de competências nos profissionais de saúde para que se tornem agentes de mudança no ensino e aprendizagem do aleitamento materno e para uma prática integralizada.

Discutir a prática do aleitamento materno no contexto do processo de trabalho das unidades básicas de saúde.

Pactuar ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno a partir da realidade das unidades básicas de saúde.

Monitorar os índices de aleitamento materno das populações atendidas pelas unidades básicas de saúde certificadas.


Fonte:http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_crianca_materiais_infomativos.pdf

Saúde da Criança - Linha de Cuidado.

As linhas de cuidado prioritárias da Área Técnica de Saúde da Criança e Aleitamento Materno vêm ao encontro dos compromissos do Brasil com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, com o Pacto de Redução da Mortalidade Materna e Neonatal, com o Pacto pela Saúde e com o Programa Mais Saúde.


Incentivo e Qualificação do Acompanhamento do Crescimento e Desenvolvimento 
Atenção à Saúde do Recém-Nascido Promoção, Proteção e Apoio ao Aleitamento Materno O acompanhamento do crescimento e desenvolvimento faz parte da avaliação integral à saúde da criança, propiciando o desenvolvimento de ações de promoção da saúde, de hábitos de vida saudáveis, vacinação, prevenção de problemas e agravos à saúde e cuidados em tempo oportuno. A Caderneta de Saúde da Criança-Passaporte da Cidadania a todas as crianças nascidas no território nacional é um importante instrumento de registro e orientações que auxilia nesse acompanhamento. Seu uso adequado é importante para estreitar e manter o vínculo da criança e da família com os serviços de saúde.

Atenção à Saúde do Recém-Nascido
Um dos maiores desafios do Brasil para atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio é a sua alta taxa de mortalidade perinatal, em particular nas regiões mais pobres. A organização da rede integral de assistência à mulher, à gestante e ao recém-nascido é premissa básica para a promoção da saúde e a redução dos agravos e mortes precoces e evitáveis de mulheres e crianças. 
Iniciativas no âmbito nacional que apoiam a organização da rede de assistência ao recém-nascido: 
Rede Norte-Nordeste de Saúde Perinatal; 
Atenção Humanizada ao Recém-Nascido de Baixo Peso-Método Canguru;
Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano;
Capacitação dos profissionais de saúde na atenção ao recém-nascido.


Promoção, Proteção e Apoio ao Aleitamento Materno.
O aleitamento materno é a estratégia isolada que mais previne mortes infantis, além de promover a saúde física, mental e psíquica da criança e da mulher que amamenta. Recomenda-se o aleitamento materno por dois anos ou mais, sendo exclusivo nos primeiros seis meses. 
Os esforços de diversos organismos nacionais e internacionais favoreceram o aumento desta prática ao longo dos últimos vinte e cinco anos. Apesar disso, as taxas de aleitamento materno no Brasil, em especial as de amamentação exclusiva, estão aquém do recomendado.
 A Política Nacional de Promoção, Proteção e Apoio ao Aleitamento Materno contempla as seguintes estratégias:
Rede Amamenta Brasil;
Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano;
Iniciativa Hospital Amigo da Criança;
Proteção legal ao aleitamento materno e mobilização social;
Monitoramento dos indicadores de aleitamento materno.

Prevenção de Violências e Promoção da Cultura de Paz.
Os acidentes e as agressões na faixa etária de zero a nove anos ocupam a quinta causa de mortalidade na infância, configurando-se em relevante problema de saúde pública. É prioritária a prevenção de violências à criança por meio da formulação de diretrizes e parâmetros de atenção à saúde, prevenção e cuidados de crianças em situação de risco, e a disponibilização de metodologias voltadas ao acolhimento e à proteção de crianças, articulando essas ações com a rede Inter setorial.
Vigilância à Mortalidade Infantil e Fetal.
É uma importante estratégia para a redução da mortalidade infantil e fetal, que possibilita a adoção de medidas para a prevenção de óbitos evitáveis pelos serviços de saúde. Tem sido estimuladas ações de mobilização das equipes de saúde para a identificação do óbito infantil e fetal, qualificação das informações, investigação e análise de evitabilidade dos óbitos e identificação das medidas necessárias para a prevenção de novas ocorrências. Recomenda-se a criação de Comitês Estaduais e Municipais de Prevenção do Óbito Infantil e Fetal como uma importante estratégia de melhoria na organização da assistência de saúde para a redução das mortes prevê níveis, bem como a melhoria dos registros sobre a mortalidade.

Fonte:http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_crianca_materiais_infomativos.pdf

SECRETARIA DE DIREITOS HUMANOS É A RESPONSÁVEL POR DESENVOLVER POLÍTICAS VOLTADAS PARA A SAÚDE DA CRIANÇA E DOS ADOLESCENTES

Olá Pessoal, Boa tarde! 

Vamos falar um pouco sobre as órgãos governamentais responsáveis por criar e desenvolver políticas voltadas para a saúde da Criança e do Adolescente? 


Então, no Brasil foi criada a Secretária de Direitos Humanos que tem como missão) desenvolver políticas públicas voltadas à promoção dos direitos da criança e do adolescente. Tal missão é executada pela Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente (SNPDCA). 



  • Acompanhe nessa área as ações da Secretaria, cujas atribuições incluem, entre outras: 
  • Coordenar as ações e medidas governamentais referentes à criança e ao adolescente; 
  • Coordenar a produção, a sistematização e a difusão das informações relativas à criança e ao adolescente;
  • Coordenar ações de fortalecimento do Sistema de Garantia de Direitos (SGD) de crianças e adolescentes; 
  • Coordenar a política nacional de convivência familiar e comunitária; Coordenar a política do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase); 
  • Coordenar o Programa de Proteção de Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM);
  • Coordenar o enfrentamento ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes;
  • Exercer a secretaria-executiva do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda).

ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE (ECA)

O Estatuto da Criança e do Adolescente estabelecido através da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, originou-se seguindo o predisposto na Constituição Federal de 1988 que afirma que todo ser humano tem direito a vida, a saúde, a educação, a lazer, a alimentação, a moradia, ao transporte, a segurança, a maternidade, à infância e outros.

Desta forma, o ECA, em seus artigos 3º e 4º Art. afirmam que:


Art 3º A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade.


Art. 4º É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.

Desta forma, buscando a promoção e efetivação desses direitos, são criados os programas sociais, que visam a diminuição da questão social, conhecida também como as desigualdades sociais de um país para com a sociedade. Alguns exemplos de programas sociais são: O bolsa Família, o Cartão Primeiro Passo, Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) e os Serviços Socioassistenciais,

Segue link que constam os programas socais ofertados pelo Governo Federal: http://mds.gov.br/assuntos/cadastro-unico/o-que-e-e-para-que-serve/programas-e-beneficios

O BRASIL AINDA TEM MUITO A AVANÇAR NO SENTIDO DE GARANTIR AOS SEUS CIDADÃOS A PROMOÇÃO INTEGRAL DE SEUS DIREITOS!!!!!!


Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/ConstituicaoCompilado.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8069.htm

Surto de microcefalia vai se espalhar para outros Estados, diz ministro da Saúde.

Ministério tem quase 100% de certeza de que a má-formação é causada pelo zika virus.

O ministro da Saúde, Marcelo Castro (PMDB), diz já trabalhar com a possibilidade de que o surto de microcefalia, que causa a má-formação no cérebro de bebês no período de gestação, se espalhará para outros Estados do Brasil. Ele apresentou dados sobre a perspectiva do problema nesta terça-feira (24).

A hipótese encontra base na provável ligação da microcefalia com o zika. De acordo com o Castro, pesquisadores afirmam “com mais de 90% de certeza” que o vírus é o causador do surto epidêmico recente no Brasil. Por conta disso, o ministério já comunicou o problema à OMS (Organização Mundial da Saúde) e à OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde).



Fonte:
http://noticias.r7.com/saude/surto-de-microcefalia-vai-se-espalhar-para-outros-estados-diz-ministro-da-saude-24112015

Entenda o que é Microcefalia e suas causas.

O que é Microcefalia?

Microcefalia é uma condição neurológica rara em que a cabeça da pessoa é significativamente menor do que a de outros da mesma idade e sexo. Microcefalia normalmente é diagnosticada no começo da vida e é resultado do cérebro não crescer o suficiente durante a gestação ou após o nascimento.
Criança com microcefalia tem problemas de desenvolvimento. Não há tratamentos para a microcefalia, mas tratamentos realizados desde os primeiros anos melhoram o desenvolvimento e qualidade de vida. A microcefalia pode ser causada por uma série de problemas genéticos ou ambientais.
Causas
Microcefalia é o resultado de um crescimento anormal do cérebro que pode ocorrer no útero ou na infância. Microcefalia pode ser genética. Algumas outras causas são:
Malformações do sistema nervoso central
Diminuição do oxigênio para o cérebro fetal: algumas complicações na gravidez ou parto podem diminuir a oxigenação para o cérebro do bebê
Exposição a drogas, álcool e certos produtos químicos na gravidez
Desnutrição grave na gestação
Fenilcetonúria materna
Rubéola congênita na gravidez
Toxoplasmose congênita na gravidez
Infecção congênita por citomegalovírus.
Doenças genéticas que causam a microcefalia podem ser:
Síndrome de Down
Síndrome de Cornelia de Lange
Síndrome Cri du chat
Síndrome de Rubinstein - Taybi
Síndrome de Seckel
Síndrome de Smith-Lemli-Opitz
Síndrome de Edwards.

A microcefalia normalmente é detectada pelo médico nos primeiros exames após o nascimento em um check-up regular. Contudo, caso você suspeite que a cabeça de seu bebê é menor do que a de outros da mesma idade ou não está crescendo como deveria, fale com seu médico. 


Fonte: http://www.minhavida.com.br/saude/temas/microcefalia#

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

ONU: Brasil cumpre meta de redução da mortalidade infantil

De 1990 a 2015, o Brasil reduziu em 73% a mortalidade infantil; em 2013, a Unicef creditou o avanço ao programa Bolsa Família

O Brasil é um dos 62 países que alcançaram a meta de redução da mortalidade infantil, estipulada pela Organização das Nações Unidas (ONU), por meio dos Objetivos do Milênio. É o que confirma o relatório Níveis e Tendências da Mortalidade Infantil 2015, divulgada nesta quarta-feira (9), por Unicef, Organização Mundial de Saúde (OMS), Banco Mundial e o Departamento da ONU para Questões Econômicas e Sociais (Undesa). A meta estipulada pela ONU por meio dos Objetivos do Milênio, apontou a necessidade de diminuição em dois terços no índice. De 1990 a 2015, o Brasil reduziu em 73% a mortalidade infantil. Há 25 anos eram registradas 61 mortes para cada mil crianças menores de cinco anos. O número caiu para 16 mortes (a cada cem mil) após esse período. Esses números já haviam sido adiantados pelo governo federal no ano passado, quando foi divulgado o 5º Relatório Nacional de Acompanhamento. Isso quer dizer que a meta foi atingida antes do prazo estipulado pela ONU. Além disso, a queda do índice de mortalidade infantil no País supera a média mundial de 53% nos últimos 25 anos. Em 2013, a ONU creditou o avanço no combate à mortalidade infantil no Brasil a políticas de assistência social como o programa de transferência de renda Bolsa Família. O Relatório da Unicef indicou, na ocasião, que uma combinação de estratégias combateu de forma efetiva a mortalidade infantil. Além do Bolsa Família, foram citados como elementos que contribuíram para o resultado positivo a criação do Sistema Único de Saúde (SUS) com foco na atenção primária de saúde, a melhoria no atendimento materno e ao recém-nascido e esforços para prestar assistência à saúde no nível comunitário. 

Brasil sobe 27 posições no ranking de mortalidade na infância, segundo relatório mundial do UNICEF divulgado em 2008

O Brasil melhorou 27 posições no ranking da taxa de mortalidade na infância (menores de 5 anos), segundo o relatório Situação Mundial da Infância 2008 – Sobrevivência Infantil, divulgado nesta terça-feira, 22 de janeiro, pelo UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância). O relatório avalia a situação geral da primeira infância (crianças de até 6 anos de idade) em 194 países. O Brasil é um dos 60 países selecionados para a contagem regressiva para 2015 – quando se pretende atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio –, como prioritários no combate à mortalidade na infância. Apesar de a taxa de mortalidade de menores de 5 anos estar bem abaixo da média mundial (que é de 72 mortes para cada mil nascidos vivos), o País entrou nesse grupo devido ao número absoluto de óbitos. De acordo com o relatório, em 2006, 74 mil crianças morreram no Brasil antes do quinto aniversário. Paralelamente à divulgação do relatório Situação Mundial da Infância, o UNICEF lançou o Caderno Brasil, que mostra a situação das crianças brasileiras de até 6 anos de idade e os avanços e desafios em relação à primeira infância no País. No caderno, há um ranking das 27 Unidades da Federação brasileiras, de acordo com o Índice de Desenvolvimento Infantil (IDI), criado pelo UNICEF para monitorar a situação da primeira infância nas regiões, Estados e municípios brasileiros. O Brasil tinha uma taxa de 57 mortes de menores de 5 anos por mil nascidos vivos em 1990. Esse número foi reduzido em 2006 para 20 mortes por mil nascidos vivos, de acordo com os dados globais do UNICEF. Com essa nova marca, o País deixou a 86ª posição no ranking mundial da taxa de mortalidade na infância, saltando para a 113ª. No ranking, ocupam as primeiras posições os países com as mais altas taxas de mortalidade na infância. Entre os que têm a menor taxa, estão Suécia, Cingapura, Espanha, Japão, Alemanha e Bélgica. Na América do Sul, apenas três países têm taxas de mortalidade melhores do que o Brasil (Chile, na 148ª posição, com a taxa de nove mortes por mil nascidos vivos; o Uruguai, em 138ª lugar, com 12 mortes por mil; e a Argentina, em 125ª, com 16 mortes por mil). A taxa de mortalidade infantil (menores de 1 ano de idade) é de 19 por mil nascidos vivos, conforme o relatório. Por se tratar de um relatório global, alguns dos números apresentam diferenças em relação aos dados das fontes oficiais do governo brasileiro. Isso ocorre em virtude da metodologia utilizada nos cálculos do relatório global, desenvolvida por várias instituições para permitir comparações globais. Um dado ainda preocupante é a taxa de mortalidade materna no Brasil. O País aparece no relatório com a taxa de 76 mortes por 100 mil nascidos vivos, o que corresponde ao número brasileiro já ajustado por subnotificações. Para a Representante do UNICEF no Brasil, Marie-Pierre Poirier, o desafio do País é manter a tendência de queda dos números de óbitos de menores de 1 ano e superar as grandes disparidades nas taxas de mortalidade infantil. “Ao analisarmos os dados por regiões, por renda familiar ou por raça e etnia, aparecem as desigualdades”, observou a representante. “Quem morre mais é a criança pobre, a negra e a indígena”, acrescentou. As crianças pobres menores de 1 ano têm mais do que o dobro de chance de morrer, em comparação às ricas. A taxa de mortalidade infantil entre crianças filhas de mães negras é cerca de 40% maior do que entre as filhas de mães brancas. Entre os indígenas, a taxa de mortalidade infantil é de 48,5 por mil nascidos vivos, duas vezes maior do que a taxa para crianças brancas. Outro desafio é reduzir a mortalidade nas primeiras semanas de vida da criança. “51% das mortes antes de 1 ano de idade ocorrem na primeira semana de vida, e 66%, antes de um mês”, lembrou Marie-Pierre. “Isso evidencia que é urgente melhorar a qualidade do pré-natal e a assistência ao parto”, alertou a Representante do UNICEF no Brasil. O relatório mundial também destaca o Brasil por causa da cobertura nacional do modelo de atenção à saúde com base na família e na comunidade. O trabalho dos agentes comunitários de saúde, iniciativa que nasceu com o apoio do UNICEF, e o kit Família Brasileira Fortalecida são ressaltados como ações integradas e comunitárias que têm assegurado o direito à sobrevivência de crianças.


INDÍCE DE DESENVOLVIMENTO INFANTIL (IDI): ESTADOS MELHORAM 

No ranking do Índice de Desenvolvimento Infantil, os Estados que aparecem com os melhores desempenhos são, pela ordem, São Paulo (com 0,856), Santa Catarina (0,828) e Rio de Janeiro (0,806). No cálculo feito com indicadores de 2006, todos os Estados brasileiros e o Distrito Federal alcançaram o IDI acima de 0,500, o que significa que todas as Unidades da Federação têm no mínimo um nível de desenvolvimento infantil médio. Em 1999, sete Estados tinham um desenvolvimento infantil baixo. Em 2004, esse número foi reduzido para um. Agora, dois Estados destacaram-se: Alagoas, por ter conseguido sair da classificação de desenvolvimento infantil baixo, e o Amazonas, por ter avançado nove posições em relação à edição anterior. Entre 1999 e 2006, foi observada uma melhora no IDI de todas as regiões do Brasil. As regiões Nordeste e Norte continuam com os menores índices do País. As duas regiões, no entanto, obtiveram evolução do IDI maior do que as regiões mais ricas (Sudeste, Sul e Centro-Oeste). O IDI tem uma variação de 0 a 1, sendo 1 o valor máximo que um município, Estado ou região deve alcançar no processo de sobrevivência, crescimento e desenvolvimento de suas crianças no primeiro período de vida. O índice é composto por quatro indicadores básicos: crianças menores de 6 anos com pais com escolaridade precária, cobertura de vacina tetravalente em crianças menores de 1 ano, mães com cobertura pré-natal e crianças matriculadas na pré-escola. O relatório global sobre a situação da infância também ressalta uma série de estratégias que podem contribuir para reduzir o número de óbitos antes dos 5 anos de idade. Para acelerar a queda do número de óbitos de menores de 5 anos (que foi de 9,7 milhões em todo o mundo, ficando pela primeira vez abaixo dos 10 milhões), o documento sugere medidas e iniciativas para gerar progressos e melhores resultados. Dessa maneira, oferece aos países formas de alcançar o Objetivo do Milênio número 4, que prevê a redução da mortalidade na infância em dois terços até 2015. 

Programas Voltados à Saúde da Criança

Nas últimas décadas, o Brasil têm demostrado redução considerável na taxa de mortalidade infantil. e isso, só foi possível, porque foram criados políticas voltadas para a promoção da saúde da criança e através dessas políticas foram implantados programas que visam à garantia da saúde das gestantes e das crianças, tais como:

Rede Cegonha 
A Rede Cegonha é um método moderno que objetiva implementar cuidados para garantir às mulheres o direito ao planejamento reprodutivo e atenção humanizada à gestação, ao parto e ao pós-parto, da mesma maneira que, garante às crianças o direito ao nascimento seguro e ao crescimento e desenvolvimento saudável. 

Bolsa Família
É destinado à famílias que se encontram em situação de pobreza e extrema pobreza. E visa garantir o direito humano à alimentação apropriada, proporcionando à segurança alimentar e nutricional e colaborando para que estas pessoas conquistem a cidadania. 

Cartão Primeiro Passo - Oferecido somente pela Prefeitura de Salvador 
O programa visa garantir a educação infantil para crianças de famílias de baixa renda, assegurando a primeira infância que vai até os 5 anos de idade , que é fundamental para o desenvolvimento do ser humano.

Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF)
O PAIF realiza um trabalho social com famílias, de natureza continuada, através de ações preventivas, protetivas e preventivas, visando proteger a família, prevenir a ruptura de seus vínculos, e oferecendo seu ingresso e o gozo de direitos e coopera na melhoria de sua qualidade de vida. O serviço PAIF compõe a proteção social básica do SUAS (Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais), financiados pelo Governo Federal. 

Caderno de Atenção Básica à Saúde da Criança 
Criado pelo Ministério da Saúde e visa fortalecer ações de promoção da alimentação adequada e de apoio ao aleitamento materno.

Fonte: Projeto Interdisciplinar Mortalidade Infantil.

Ministério cria Política de Atenção à Saúde da Criança

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, assinou nesta quarta-feira (6), durante reunião do Conselho Nacional de Saúde, em Brasília, a portaria que cria a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança. A nova normativa busca integrar diversas ações já existentes para atendimento a essa população. O objetivo é promover o aleitamento materno e a saúde da criança, a partir da gestação aos nove anos    de vida, com especial atenção à primeira infância (zero a cinco anos) e às populações de maior vulnerabilidade, como crianças com deficiência, indígenas, quilombolas, ribeirinhas, e em situação de rua.
“A Política sintetiza de maneira simples e clara para os gestores estaduais, municipais e profissionais de saúde, os grandes eixos de ações que compõem uma atenção integral à Saúde da Criança e aponta estratégias e dispositivos para a articulação das ações e da rede de serviços de saúde nos municípios e regiões de saúde”, disse o ministro da Saúde, Arthur Chioro.
A elaboração de uma Política Nacional de Saúde da Criança também vem ao encontro do pleito de entidades da sociedade civil, militantes da causa dos direitos da criança e do adolescente, como a Rede Nacional da Primeira Infância, a Pastoral da Criança, além de organismos como Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
Os sete eixos estratégicos da Política são: atenção humanizada e qualificada à gestação, parto, nascimento e recém-nascido; aleitamento materno e alimentação complementar saudável; promoção e acompanhamento do crescimento e desenvolvimento integral; atenção a crianças com agravos prevalentes na infância e com doenças crônicas; atenção à criança em situação de violências, prevenção de acidentes e promoção da cultura de paz; atenção à saúde de crianças com deficiência ou em situações específicas e de vulnerabilidade; vigilância e prevenção do óbito infantil, fetal e materno.
A Política considera como criança a pessoa na faixa etária de zero a nove anos e a primeira infância, de zero a cinco anos. Para atendimento em serviços de pediatria no Sistema Único de Saúde (SUS), são contempladas crianças e adolescentes menores de 16 anos, sendo que este limite etário pode ser alterado conforme as normas e rotinas do estabelecimento de saúde responsável pelo atendimento.
“A ideia é manter por mais tempo o acompanhamento do adolescente pelo serviço de pediatria, como preconiza a Sociedade Brasileira de Pediatria, principalmente aquele que sofre de problemas de saúde crônicos, para garantir a continuidade do cuidado pelos mesmos profissionais com os quais mantém vínculo desde a infância”, explica o coordenador de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde, Paulo Bonilha.
O processo de elaboração do documento orientador da normativa contou com a colaboração de vários atores governamentais e não-governamentais, como as Coordenações de Saúde da Criança das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde das Capitais, Conselho Nacional dos Secretários de Saúde dos Estados (CONASS), Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde (Conasems), Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) e Conselho Nacional de Saúde (CNS).
A construção da Política também contou com um Grupo de Trabalho composto por especialistas e gestores, com apoio conceitual e metodológico da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio da Estratégia Brasileirinhas e Brasileirinhos Saudáveis do Instituto Fernandes Figueira.
META – Segundo o Relatório Nacional de Acompanhamento dos Objetivos do Milênio (ODM) 2013, o Brasil alcançou em 2012 a meta internacional de diminuição da mortalidade na infância (menores de cinco anos). O índice, estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU), previa a redução em 2/3 da mortalidade desse público entre 1990 e 2015. No Brasil, a taxa passou de 53,7 óbitos por mil nascidos vivos em 1990 para 17,3 óbitos por mil nascidos vivos em 2012, uma redução de 67,7%. O país também já atingiu a meta estabelecida em relação às mortes de crianças com menos de um ano de idade (mortalidade infantil), passando de 47,1 óbitos por mil nascidos vivos em 1990 para 14,9 óbitos por mil nascidos vivos em 2012, queda de 68,3%.
Os avanços das condições de saúde da criança brasileira são decorrentes de ações como a ampliação da cobertura da atenção básica, do acesso à vacinação, das taxas de aleitamento materno e do nível de escolaridade da mãe, além da diminuição da pobreza obtida pelo programa Bolsa Família. Essas ações se somam a outras políticas públicas que levaram à quase extinção de internações por desnutrição (agravo praticamente residual no país), por doenças imunopreveníveis (sarampo, difteria, tétano neonatal, poliomielite, varíola, rubéola, meningites) e por diarreia/pneumonia.
O aumento das consultas de pré-natal é outro exemplo de ação realizada pelo Ministério da Saúde junto com estados e municípios que contribuiu para a redução da mortalidade infantil e materna. Somente em 2014, foram realizadas mais de 20 milhões de consultas de pré-natal pelo SUS, o que representa aumento de 57% em relação a 2007 (quando foram realizadas 12,7 milhões de consultas).

Fonte: http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/cidadao/principal/agencia-saude/18951-ministerio-cria-politica-de-atencao-a-saude-da-crianca

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

O que é mortalidade infantil? E quais as suas causas?

A taxa de mortalidade infantil expressa o número de crianças de um determinado local que morre antes de completar 1 ano de vida a cada mil nascidas vivas. Esse dado é um indicador da qualidade dos serviços de saúde, saneamento básico e educação.
Entre as principais causas da mortalidade infantil estão a falta de assistência e de instrução às gestantes, ausência de acompanhamento médico, deficiência na assistência hospitalar, desnutrição, déficit nos serviços de saneamento ambiental, entre outros. A ausência de saneamento provoca a contaminação da água e dos alimentos, podendo desencadear doenças como a hepatite A, malária, febre amarela, cólera, diarreia, etc.
Conforme dados do Fundo de População das Nações Unidas (Fnuap), a taxa de mortalidade infantil mundial é de 45 óbitos a cada mil crianças nascidas vivas. Esses dados estão em constante declínio, visto que há 20 anos o número de mortes de crianças com menos de 1 ano era de 65 para a mesma quantidade de nascidas vivas.
Contudo, é importante destacar que essa redução não ocorre da mesma forma em todos os países. Nas nações desenvolvidas economicamente, a taxa de mortalidade infantil é muito baixa, sendo que algumas registram médias inferiores a 3 mortes para cada mil nascidos, como o Japão, Islândia, Finlândia, Suécia, Noruega e Cingapura. No Brasil, essa taxa é de 22 para cada mil nascidos.
Por outro lado, alguns países possuem taxas de mortalidade infantil altíssimas: Afeganistão (152), Chade (127), Angola (111), Guiné-Bissau (109), Nigéria (107), Somália (106), Mali (103) e Serra Leoa (102). Diante desse cenário, a Organização das Nações Unidas (ONU) incluiu a redução da mortalidade infantil entre uma das oito Metas de Desenvolvimento do Milênio.
Para que o objetivo seja alcançado, os países ricos devem contribuir para a estruturação das nações que enfrentam esse grande problema social, realizando a construção de hospitais, capacitação da equipe médica, educação familiar, subsídios para a alimentação adequada, saneamento ambiental, entre outros.

Fonte: http://www.mundoeducacao.com/geografia/mortalidade-infantil.htm
Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia